O Rato do campo e o Rato da cidade

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O Rato do campo e o Rato da cidade

Esta fábula é de Jean de La Fontaine (Château-Thierry, 1621 - Paris, 1695).

Poeta e fabulista francês. De origem burguesa, estuda Teologia e Direito e acaba por assumir o trabalho paterno como inspector de águas e florestas. Priva com poetas e literatos: Racine, Molière, Boileau e outros. É um típico escritor classicista, no sentido de que o classicismo não propicia a expressão do sentimento, que é o núcleo da poesia lírica. No classicismo os géneros poéticos mais cultivados são o satírico e o didáctico, e em ambos se destaca Jean de la Fontaine.

Os temas das suas Fábulas não são novos, mas sim herdados da tradição popular, de Fedro e de Esopo, mas são originais os comentários e as digressões, que formam, em palavras da sua autoria, «uma ampla comédia em cem actos diferentes». Mais interessante que a moralidade didáctica destas fábulas é a sua delicada sátira, expressa com métrica variada, segurança linguística e notável perfeição compositiva.

Texto retirado de http://www.vidaslusofonas.pt/jean_de_la_fontaine.htm

O Rato do Campo convidou o seu amigo da cidade para gozar durante alguns dias os bons ares do campo. O Rato da Cidade aceitou.

Quando estavam a a terra à procura de comida, o Rato da Cidade disse ao amigo:

- Vives uma vida cheia de dificuldades e de trabalhos. Eu, na minha casa, vivo na abundância e estou rodeado de conforto e de luxo. Se quiseres vir comigo, contigo tudo isso.

O Rato do Campo ficou maravilhado com a ideia e aceitou. Quando chegaram, o Rato da Cidade pôs à frente do amigo muitas : pão, feijões, figos secos, mel, uvas e um grande bocado de queijo que retirou de um cesto.

- Realmente tens razão! – Exclamou o Rato do Campo, encantado com tanta comida obtida sem trabalho. – Julgava que a minha vida no campo era boa, mas agora vejo que, afinal, vivo na .

Dito isto, estendeu o focinho, pronto para abocanhar o de queijo. Foi então que alguém abriu a porta. Assustados, correram o mais depressa que puderam e esconderam-se num buraquinho tão pequeno que mal tinham espaço para respirar. Quando o perigo passou prepararam-se para recomeçar a refeição. Pouca sorte! Voltou a entrar alguém na sala que não os pisou por um triz...

Assustado e cheio de fome, o Rato do Campo disse ao amigo:

- Apesar de me teres preparado um , tenho que me ir embora. Há aqui demasiados perigos: prefiro esgravatar no campo a minha comida e viver em segurança e sem medo.